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terça-feira, 11 de outubro de 2011


É bom demais sair todos os finais de semana. É bom sair por ai comprando bebida e cantar desesperadamente a música que faz lembrar alguém que muito se amou, ou muitas vezes, ainda se ama. É bom curtir a vida sem dá satisfação, sem ter hora pra chegar, sem ter dia. É bom viver assim. Até o dia que você chega em casa, deita a cabeça no travesseiro e seu coração pergunta: “é isso mesmo que você quer da vida? É dessa forma que você planejou seu futuro?” Mas ué, quando eu tava triste todo mundo não mandava eu sair? Conhecer gente nova, lugares novos? Porque agora todo mundo diz que eu ando demais? Será que ninguém percebe que eu ando por ai procurando o que não encontro em lugar algum? Será que ninguém percebe que meu coração anda solto feito balão no ar? Será que ninguém viu que essas fotos, essas bebidas, essas baladas, são todos esconderijos de um coração perdido? É bom sair e comprar o que se quer. Mas é ruim lembrar que amor não se compra. É bom beber e sorrir com o vento, mas e triste não poder esquecer o amor assim que a ressaca for embora. É triste conhecer tanta gente e nenhuma delas ser capaz de fazer o coração voltar a bater em um ritmo que não se explica. Sair passou de diversão pra consolo. Ninguém imagina que quando toca aquela música meu coração chora e minha boca sorrir pra esconder tanta dor. Ninguém sabe que quando eu chego em casa embriagada eu não consigo dormir porque eu sei que não é isso que eu quero pra mim. Mas pra que ficar em casa e sofrer sozinha? Pra que ficar em casa olhando o quarto novo e imaginando alguém ali com você ralando os pés na batata da minha perna? Qual o sabor de sofrer sozinha? Qual a graça da vida de ser triste? Prefiro ser triste no mundo, a ser feliz dentro do quarto com adesivos de borboletas na parede, que estão ali propositalmente pra me lembrar que um largato é sinônimo de liberdade. Ninguém no mundo é capaz de explicar a sensação de ser paquerada por tantos e sentir nojo de todos eles. Eles são qualquer um, eu só queria aquele. E eu durmo chorando e acordo sozinha, sofrendo, lembrando que nada do que eu faça adianta. Só o tempo é capaz de curar essa dor. Mas a gente inventa, cria, recria e acredita que vai passar. Porque esse é o sentido da vida. Não vou me entregar ao meu quarto, a minha casa, a minha tristeza. Eu posso continuar triste, mas vou continuar sorrindo, deixando todos querendo descobrir o motivo de tanta felicidade. É que vez ou outra o coração me lembra que tudo vai passar e eu vou voltar a sorrir, a sair, a amar de verdade, sem fingir ser feliz.

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