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sábado, 16 de junho de 2012

‘’(...) Eu gesticulo bastante, falo pelos cotovelos, tropeço nas palavras, enrolo a língua. E ainda digo: ai, tô nervosa, além disso não sei me comportar. Pensa que acaba por aí? Fico tão tensa que me dá um calorão, logo, a escova vai para o saco. Enrolo o cabelo e prendo. Fim de assunto. Já me perguntaram algumas vezes: o que eu faço? E eu digo: não faz nada. Não precisa se montar, decorar um texto, falar pausadamente na frente do espelho, ensaiar a cena, viajar em busca da palavra perfeita. A gente tem que ser a gente. Eu tenho que ser eu. Você tem que ser você. Por mais estranho, maluco, curioso e engraçado que isso seja. (...) Quem convive comigo sabe direitinho quando tem algo entalado na minha garganta. Já quem não me conhece jamais desconfia. É que, apesar de verdadeira, sou irônica. Tento rir das coisas, de mim, das minhas mancadas. Tiro onda da minha própria cara. E olha que me dou sérios motivos para isso.’’

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