Queridos visitantes

domingo, 19 de agosto de 2012

Me espanto como a internet é poderosa. E posso afirmar que já fiz bons amigos através dela. Conheci gente muito boa. Gente que vi ao vivo, olhei no olho e troquei confidências. Porque acho que as relações precisam disso, dessa troca, desse estar perto. Não estou dizendo que o virtual não é verdadeiro. Mas ele é cheio de mentiras e labirintos escuros. O Facebook, por exemplo, é um palco de autoajuda. Lá todo mundo ajuda as velhinhas com sacolas, os cachorros de rua e os menos favorecidos. Na internet todo mundo é legal, querido, do bem, simpático. É ou não é? Tem gente que passa por você na rua e não cumprimenta, mas curte qualquer besteira que você posta na sua página. Tem gente que inclusive já falou mal de você, mas pede para ser sua “amiga” no Facebook. Tem gente que não te suporta, mas te segue no Twitter para saber os seus passos. É uma hipocrisia generalizada. Ah, se o mundo fosse igual ao Facebook! Tenho certeza que não existiria injustiça, fome e disputa de beleza. Então me pergunto: que parte eu perdi? Pois se as pessoas são tão boas assim o mundo deveria ser melhor, certo? Ou pelo menos mais justo. Na internet só existe felicidade e festerê. Ninguém é invejoso ou desleal. Todo mundo é honesto, do bem, limpinho e bacana. Por sinal, na internet a vida de todo mundo é muito boa. Viagens, festas, restaurantes caros, compras e amigos. Uma vida tão boa que até o Eike Batista ficaria com invejinha. Branca, é claro. Porque na internet a inveja só tem uma cor.

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