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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Percebo o mundo em minha volta girar com uma velocidade descompassada. Noto as reações diversas e mudanças notáveis em tudo que está girando junto com o mundo, com a volta, e com as re-voltas que ele dá. (...) Noto a vida com toda a sua efervescência acontecer em minha volta. Acontece com todas as pessoas essas reviravoltas mundanas de coisas indescritíveis... Mas me vejo ali. Olha, ali no meio dessa roda viva inconsequente. Com medo, com angústia e sem saber para onde correr caso o carrossel gigante passe por cima de tudo. Estou ali, vendo a vida passar nua e crua. Com toda sua verdade e mentira. Com todas as suas delícias e indelicadezas. Com todo seu prazer e tortura. Com toda sua fidelidade transtornada e sonhos inúteis. Com todas suas lembranças e acasos... Passo a ver a vida de fora, como se eu não fizesse parte desse novelo e queira me desenrolar disso tudo o mais breve possível. Começo a sentir que essa roda furiosa passa tão rápido, que ao nos darmos conta, já estamos lambuzados dela. Já estamos transtornados de tanta falta de paz que ela nos dá. A vida enlouquecida vai, vai com todo seu ímpeto. Constrói, destrói, nasce, mata, vive, morre, felicita, entristece! A vida, o carrossel gigante que gostamos de brincar. Gostamos do perigo que esse carrossel que se mostra tão inofensivo pode conter! É, é isso. Eu estou aqui, lendo, olhando e escrevendo... A roda gira. O carrossel canta. E a vida passa.

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