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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

E já não há mais espaço para omissões, de nenhuma das partes. No início conter as palavras parece o segredo para que o possível relacionamento futuro dê certo, para que não se diga demais e o outro se assuste com a enxurrada de sentimentos e palavras jogadas sobre ele. Algum tempo depois, aparentemente percebendo a reciprocidade - e esse é um dos momentos mais bonitos - vão saindo de ambas as bocas as primeiras declarações. Declarações essas que marcam e parecem vir a cabeça em situações completamente inesperadas. Como num filme. A junção de milhares de cenas, desde o princípio, a trilha sonora, o cheiro da pele, o toque suave. O melhor de tudo isso não existe. O melhor é tudo. Cada parte, desde do início até então. Embora talvez eu considere a intimidade uma das melhores coisas que existam. Poder falar qualquer coisa sem que soe feio, sujo ou mesmo tosco. Mesmo que seja. A amizade, a importância que um dá pro que o outro fala, seja lá o que for. A preocupação, mesmo desnecessária. Mas o mais bonito mesmo é a cara que surge no rosto ao falar de quem se gosta. A tendência é fazê-lo parecer um gigante. Porque quem ama, tende a enxergar dessa forma. Aquele outro corpo bem a frente, não é só um corpo qualquer. É o seu favorito no mundo todo. E fazer questão de dizer isso sempre que possível é, de alguma forma, nunca deixar de lado aquela sensação boa do princípio. (Aghata Paredes)

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