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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A Dúvida de Fernando Pessoa

''Quem escreverá a história do que poderia ter sido o irreparável do meu passado; Este é o cadáver. Se a certa altura eu tivesse me voltado para a esquerda, ao invés que para direitaSe em certo momento eu tivesse dito não, ao invés que sim; Se em certas conversas eu tivesse dito as frases que só hoje elaboroSeria outro hoje, e talvez o universo inteiro seria insensivelmente levado a ser outro também."

Fernando Pessoa

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

''Só quero ser feliz em um lugar onde o amor é de graça...''

As pessoas vivem numa competição pra ver quem gosta mais, quem sofre mais, quem é mais. Dá vontade de fugir para as colinas. Querem ser especiais por coisas tão ridículas. Sei lá, que asco. Eu realmente fico abismada com o mundo atual. É um querendo ser mais que outro. Um pisando no outro. Sério, isso é ridículo. Eu prefiro mesmo é ser feliz e me sentir bem. Não importa o que os outros pensam. Eles que se fodam, sabe? Eu sou feliz no meu canto.


terça-feira, 28 de janeiro de 2014





Inspirado no cheiro da sua mão...

Se a gente juntar com a pá migalhas e farelos, o pó e os cacos que sobraram de nós dois, acho que faz um inteiro. Será que não? E aí? Que tal? Vamos? Como soa dividir comigo essa existência idiotamente ridícula, morna, real, estúpida, bagaceira e imbecil? Vamos fazer diferente, como ninguém mais sabe fazer, só nós? Diz que vamos, vai.

Não? É tudo que preciso pra começar a te conquistar. Diz que não com os olhos cheios de esperança. Com duzentos "nãos" eu construo um castelo, uma roda gigante, uma cabaninha de lençol na sala, um altar, um amor, um sim bem grande. Com um sim entre você e eu, te roubo inteira e metade da felicidade do mundo. Diga que não, ponha uma meta no meu colo, tipo num processo de seleção feminina só pra eu provar que sou o cara.

Isso, faz assim. Se faz de labirinto quando eu me oferecer em linha reta. Diz que metade de mim, a parte amigo, tá bom, só pra me empurrar inteiro coração adentro, goela abaixo, com toda a calma do mundo. Isso, faz assim. Dá voltas e voltas e voltas na chave da tua emoção só pra eu me exibir que posso te desarmar, desarrumar sua vida e seus cabelos. Embora eu não te ame ainda, mesmo o amor não existindo, diga não e me encoraje a pôr tudo à prova.

Finge não me querer, disfarce o brilho no olhar, esconda o sorriso atrás dos cabelos, ganhe torcicolo de tanto cuidar o outro lado, mostre o cofrinho se abaixando quando eu passar rasando, fique o tempo todo pensando no jeito infalível de ganhar o Oscar de melhor "tô nem aí". Me ache chato se eu te procurar, me ache o homem da sua vida se eu sumir, me veja feio do teu lado, me veja lindo do lado das outras. Diga trocentas vezes pro espelho na sua bolsa que sou o cara mais idiota, mais engraçado, mais fajuto, mais encantador que você fingiu não gostar.

Perfeito assim. Fosse sem esses enigmas, sem esses rodeios, sem esses movimentos, sem esses contrastes eu a rejeitaria como todas as outras. Vem assim como uma onda que não se congela pra eu pegar, como uma música do Djavan. Mas alerto já que estarei esperando com os pés e o desejo de te ter pra mim descalços, esperando você se desfazer, perder energia e parar na areia, nos meus braços, no meu sofá.

Bolei um plano pra trazer você pra mim, todo inspirado no cheiro da sua mão. É mais ou menos assim: você finge me repelir como fosse eu um ex-presidiário estuprador, bagaceiro e ressentido, e eu chego arrombando sua porta, suas pernas, sua alma. Aí você se dá conta que para voar é preciso tirar o peso dos ombros, se desanda, e diz pra mim, no ouvido, com um fio de voz e outro de esperança de que seja tudo real, que isso é o maior erro do ano, que não imaginava existir tanta culpa no céu, que as pessoas ficaram mais bacanas depois que encasquetei em te querer. Tudo sorrindo mais do que seu rosto aguenta.

E devolvo, puxando com os dentes seu lóbulo, que nossa história foi escrita torta de propósito pra gente se cruzar, tudo enquanto eu babo sobre teus encantos, enquanto eu faço o sexo mais manso e mais intenso e mais irreversível e mais gostoso e mais carinhoso e mais sem camisinha e mais duradouro da sua vida, tanto que você perde seus orgasmos por birra, contrai a pélvis pra eu não gozar de pirraça, de tanta vontade de nunca mais me deixar sair de onde eu nunca deveria ter entrado.

Depois, com pequenos beijinhos e mordiscadas virando e desvirando seu corpo, virando e revirando seus olhos, convenço que os maiores amores se acertam nos erros, quando a loucura e a entrega vencem a resistência e o medo de alguma forma. Começo num beijo no canto da boca, aqueles que cabe a você decidir se acaba, ou prossegue, tá? Então, vamos? Pega na minha mão, entra no meu carro, sobe na minha garupa. Te mostro o quanto dá pra amar no caminho. (Gabito Nunes)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Jesus apresentou um Deus que não condena, não faz guerras para impor sua vontade, não agrede, não discrimina, mas um Deus generoso, afetivo, sereno. Você discrimina prostitutas? Ele as abraça. Você rejeita drogados? Ele os ama. VocÊ dá as costas a muçulmanos ou budistas por não serem cristãos? Ele é deslumbrado por eles. Não importa a opção sexual, a religião, a cultura a nacionalidade. Jesus nos apresentou um pai preocupadíssimo com cada ser humano. (Augusto Cury)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Não é fácil explicar. Eu sou assim, meio morto por dentro. Faço as coisas por empolgação e no outro dia, sei lá. Sou dessas pessoas que ficam procurando as canções no rádio até achar um clássico, algo perfeito para aquele horário do dia, aquele semáforo. A música acaba e eu troco de estação.
Gabito Nunes. 

Eu me jogo no chão de tanta dor. Lembrando como era lindo dividir nossas músicas que sempre viravam hits para nossas impossibilidades. E como era lindo iluminar o escuro dos esconderijos com os seus olhos. E então te amo de novo, infinitamente, quase sem ar. E depois isso passa. Depois te esqueço. Como já esqueci tantas vezes. E você não é mais ninguém como de fato já não é há muito tempo. Mas preciso de mais. E então me recordo mais uma vez dele e seu sorriso congelado. Nenhuma pedra minha sequer arranhou sua pintura perfeita. A imagem é sempre dele indo embora com a roupa cheirosa, o topete impecável, os dentes fortes e a vida ajeitada. E de eu ficando pra trás, rasgada, suja, cuspindo sangue e sentindo uma falta absurda de alguns motivos para viver, que ele roubou para se abastecer.
Tati Bernardi. 
Foram me arrastando. Não houve aquele momento em que você pode decidir se vai em frente, se volta atrás, se vira à esquerda ou à direita. Se houve, eu não lembro. Tenho a impressão de que a vida, as coisas foram me levando. Levando em frente, levando embora, levando aos trancos, de qualquer jeito. Sem se importarem se eu não queria mais ir. Agora olho em volta e não tenho certeza se gostaria mesmo de estar aqui. Só sei que dentro de mim tem uma coisa pronta, esperando acontecer. O problema é que essa coisa talvez dependa de uma outra pessoa pra começar a acontecer.
Caio Fernando Abreu.
Muitas vezes, me dou conta de quanto minha vida já foi mais interessante, de quanto cada momentinho o mais simples possível me fazia gargalhar por dentro. Lembrança é algo que a gente tenta apagar, mas é quase impossível, afinal, o pensamento não se pode controlar. Tanta coisa, tanto sentimento guardado dentro da fisiologia dos nosso corpo, que realmente é difícil lutar pra esquecer algo que um dia já nos fez tão feliz.


Por mim mesma :)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

"Em uma dessas aulas qualquer, meu professor de filosofia disse assim:
– Quando um coração é despedaçado você deve procurar um novo amor.  
Com um ar de agonia, eu suspirei e o corrigi:  
– Quando um coração é despedaçado, no caso partido como muitos falam, só resta você seguir em frente como se nada tivesse acontecido, e quando você estiver absolutamente feliz consigo mesmo, você talvez possa permitir a si próprio a amar mais uma vez."
"Meus romances nunca deram certo (...). Sempre tem entrada e saída de pessoas em minha vida que nunca me acostumei. Mas eu tenho esperanças, afinal, até panela tem sua tampa, o tênis tem seu cadarço, o brinco tem sua tarraxinha. O amor é um quebra-cabeças que parece que nunca irá ser montado, mas ainda tem todas suas peças, só basta encaixá-las. Mas amar é isso: se jogar sem saber onde irá cair, aonde irar parar, se vai ficar na curva ou seguir em frente, mas eu ainda espero que ele me faz acreditar nele."

Fernanda G.


"Ia escrever sobre você de novo. Desisti. Tenho perdido muito tempo com você, tenho perdido todo o meu tempo com você. Me perdi em você, perdi você, agora me perco por você. Perco todo o meu tempo com você. Às vezes perco todo o meu tempo perguntando se isso é perda de tempo. Será que você perde o seu tempo comigo? Isso não é sobre você. Isso é sobre eu tentando pensar em outras coisas."

PC Siqueira

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Você não precisa saber que eu choro porque me sinto pequena num mundo gigante. Nem que eu faço coisas estúpidas quando estou carente. Você nunca vai saber da minha mania de me expor em palavras, que eu escrevo o tempo todo, em qualquer lugar. Muito menos que eu estou escrevendo sobre você neste exato momento. E não pense que é falta de consideração eu dividir tanto de mim com tanta gente e excluir você dessa minha segunda vida, porque há duas maneiras de saber o que eu não digo sobre mim: lendo nas entrelinhas dos meus textos e olhando nos meus olhos. E a segunda opção ninguém mais tem. [Verônica Heiss.]
As duas maiores invenções da humanidade foram a cama e a bomba atômica; não saindo da primeira, a gente se salva, e, soltando a segunda, se acaba com tudo.
Charles Bukowski
"E a gente vai se olhar e rir de todo esse dramalhão, vou te chamar de bobo, você vai me chamar de besta e amanhã de manhã um outro sol, não mais tão quente e nem tão brilhoso quanto antes, vai nos convidar pra passear enroscados na calçada da mesma ruazinha apertada e sem graça de sempre, como sempre foi. E as pessoas vão perguntar se você voltou. E você vai dizer que nem foi." [Gabito Nunes]

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O que não quero mais

Não quero mais saber de você, que ri da desgraça do outro. Que faz o possível e o impossível para atingir seu objetivo, sem se preocupar em manter a dignidade, o caráter, a honestidade e o respeito. Que humilha quem tem menos que você. Que fala coisas do tipo é-por-isso-que-vai-ser-sempre-caixa-de-supermercado. Que pergunta com arrogância sabe-com-quem-você-está-falando? Que passa por cima de qualquer um só para ganhar um prêmio, um upgrade na carreira ou um elogio do chefe. Que esquece que o mundo é bem redondinho, nunca para de rodar e que hoje você pode estar no topo, mas amanhã talvez esteja no chão.

Não quero mais saber de você, que não tem educação. Que acelera o carro antes do sinal abrir. Que não é capaz de segurar a porta do elevador para o vizinho entrar. Que não tem paciência em escutar uma pessoa mais velha contar a mesma história mais de uma vez. Que faz questão de passar rápido pela poça d'água só para molhar quem está esperando um táxi. Que não cede o lugar no ônibus para uma mulher grávida ou idosa. Que pensa que as palavras "obrigada", "por favor", "com licença" e "bom dia" são demodê. Que acha que garçons, garis, vendedores e atendentes não merecem respeito. Que não sabe o que é uma gentileza.

Não quero mais saber de você, que se acha o centro do mundo. Que acha que tudo é recalque, inveja ou despeito. Que pensa que tem um poder fora do comum. Que não percebe que é apenas mais um e que nós todos somos iguais.

Não quero mais saber de você, que não valoriza um sentimento. Que acha que as pessoas são descartáveis. Que brinca com um coração e depois joga no saco de lixo como se fosse um brinquedo velho e quebrado. Que não entende que as relações precisam de paciência, doação e sinceridade.

Não quero mais saber de você, que não cuida do mundo. Que deixa a torneira aberta enquanto escova os dentes. Que toma um banho de 458 horas. Que joga papel do chiclete pela janela do carro. Que não junta o cocô que o cachorro fez na calçada. Que não apaga a luz quando sai do quarto. Que não separa o lixo. Que deixa a comida estragar na geladeira. 

Não quero mais saber de você, que não pensa no outro. Que fica rindo alto no cinema. Que dá festas no apartamento com som alto depois da meia-noite. Que passa reto pela criança com fome. Que nunca olhou para o lado pra ver o que está acontecendo. Que não sorri para quem passa pelo seu caminho. Que não percebe que uma simples palavra muda o dia de alguém.

Não quero mais saber de você, que só pensa em vingança. Que esquece que todo mundo já errou um dia. Que ainda não entendeu que as pessoas nunca serão perfeitas. Que não sabe que o perdão é uma das coisas mais bonitas do mundo inteiro.

Não quero mais saber de você, que não quer evoluir. Que não se importa em aprender algo novo todo dia. Que não faz questão de reparar os erros. Que não se esforça em melhorar, estudar, crescer, ser melhor.

Não quero mais saber de você, que não consegue apreciar um pôr-do-sol. Que endureceu com os tropeços da vida. Que não sabe rir de si mesmo. Que não consegue dar um abraço sossegado, um olhar compreensivo, uma palavra de afeto. Que não tem a leveza necessária para enxergar as belezas diárias da vida.

Não quero mais saber de você, que não sabe amar.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Fingir para quê?

Decididamente eu não sei fingir. Por isso que as pessoas me amam ou me odeiam (adoro isso)... Mas, eu ando pensando que isso - fingir - às vezes nos gera bônus que deixam nosso saco menos cheio, e por conseguinte, a gente ouve menos besteiras. Mesmo assim eu não consigo escolher "o fingir". Eu não consigo fazer cara de contente quando eu estou de saco cheio. Não consigo ficar numa conversa sem conteúdo e fingir que aquilo ali está me agregando muitos valores... Eu não consigo chamar de bonitinho o que para mim é ridículo. Eu não consigo admirar o que não me chama nenhuma atenção. Eu não consigo agradar quem eu não tenho vontade de agradar. Eu não consigo fazer de conta que está tudo bem quando tudo está uma merda. Eu não consigo deixar de ver um "ç" quando o léxico pede um "ss". Eu não consigo aturar quem mente e quem adora ser o centro das atenções. Eu não consigo dar risinhos gentis para quem eu não cultivo nenhum tipo de estima...

Sim! Eu sou uma criatura chata. Chatíssima.

E eu quero seguir sem saber fingir... Ai, isso - fingir - é decadência! Fim do túnel! Decreto de que "eu não tenho conteúdo e nem personalidade"...

Sim! Eu sou uma criatura chata.... Chatérrima.

Mas o que leva as pessoas ao fingimento? A serem criaturinhas fofas, porém medíocres?

Prefiro ser chaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaata!

Acho que isso é um desabafo, ando meio estressada com coisas que vejo... e pior, não sei fingir que tudo está lindo e o céu azul.

Prefiro fazer aquela cara nojenta de quem está achando tudo muito ridículo do que fingir que o mundo é cor de rosa... Afff.

Gente, como eu sou chata! Nossa!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014






"Nós nos esquecemos de como esperar. Esse é um espaço quase abandonado. No entanto, ser capaz de esperar pelo momento certo é o nosso maior tesouro. A existência inteira espera pelo momento certo. Até as árvores sabem disso – qual é o momento de florescer, e o de deixar que as folhas caiam, e de se erguerem nuas ao céu." [Osho]
''(...) Ainda adoro você. Não sei por quê. Talvez seja porque o seu olhar me fazia dançar melhor. Ou porque ninguém mais me chegou com um cheiro adocicado no meio da tarde ensolarada, em harmonia com todos os azuis (...) E, atrás dos seus passos largos, no jardim de insônia que você deixou, foi onde melhor escrevi as minhas saudades. Hoje, debaixo do sol e com o mar ao fundo, ainda é por você que eu espero. E se eu pudesse dizer tudo o que já escrevi e calei, seria com uma voz mansa e aveludada: sem os suspiros de horror do início, mas com o mesmo desejo, embora um pouco mais sossegado com o tempo. Tempo que só encheu de poeira sem conseguir apagar(...)''
Marla de Queiroz

Canal Turquesa (Veneza - ITÁLIA)


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

❝Mas com o tempo se aprende que amor de verdade é aquele silencioso. Aquele que só vocês dois sabem, conhecem e sentem. Esse aí não se espalha aos quatro ventos, não se grita, não se sai falando alto pra todo mundo ouvir. Uma vez ouvi que felicidade não é sobre quem grita mais alto, é sobre quem sorri mais fundo. O amor tem dessas coisas também. Não é sobre postar várias declarações de amor em uma rede social e sim abraçar profundamente tua “alma-gêmea” e dizer “eu te amo, meu bem”. Ninguém precisa saber. Aquela mágica entre vocês é segredo. Só vocês sabem o que desperta a felicidade um no outro. Não saia por aí gritando, expondo. Dengo bom mesmo é aquele que só o casal conhece, mais ninguém.❞ 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014


Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono. Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, um alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo. Quero o que não entendo. Quero muito e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar. Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida. E rezar – se ainda acreditar – pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá. [Fernanda Mello]
"Meu espírito. Não sei exatamente o que significa, mas indica que eu sou uma lutadora. De uma maneira mais ou menos corajosa. Não sou sempre antipática. Tudo bem, Não saio por aí amando todo mundo que encontro pelo caminho, meus sorrisos não aparecem com facilidade, mas me importo com as pessoas." (Jogos Vorazes)