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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Eu não consigo lembrar do tempo em que me senti diferente. Pelo menos não de forma clara. Também não imagino um futuro em que eu me sinta diferente do que eu me sinto hoje. Parece que o passado e o futuro são absorvidos pelo presente na cabeça de uma pessoa depressiva. [...] A paranoia ataca de maneiras inacreditáveis, a paciência com tudo é nula, a gente fica com medo e ao mesmo tempo assusta todo mundo. [...] Quase ninguém aguenta ficar perto de alguém que está sem vida a maior parte do tempo. Geralmente acordar é um problema, apesar de ter pesadelos diariamente parece que acordo para um pior ainda. Sempre durmo o máximo que posso e me sinto muito frustrada quando não consigo. [...] Mesmo sem querer. Estou sempre me sentindo exausta e irritada. Até penso em fazer as coisas, mas às vezes é como se todas as minhas forças vitais estivessem paralisadas. Fico num estado sombrio sem vontade nenhuma. Parece que até para coisas simples preciso fazer um esforço enorme e nada vale a pena. Nem as coisas que gosto (ou deveria gostar). Você acaba se isolando aos poucos de todo mundo, perde a capacidade de confiar e se não tomar cuidado pode acabar ficando ausente de si mesmo. Por outro lado, eu pelo menos aprendi a me conhecer bem mais nesses momentos de crise do que em qualquer episódio de felicidade que já tive. A tristeza parece sempre que veio pra ficar ao contrário da felicidade que é uma coisa sempre incerta (pelo menos para mim). [...] Parece que está tudo errado quando algo está dando certo ou quando estou feliz.
É importante não se afastar das pessoas que te amam e acreditam em você (mesmo se você não acredita mais em si mesmo). Fazer exercícios também, por mais que cada passo pese uma tonelada. Comer direito, mesmo que a comida não entre às vezes. Tentar sempre ser mais forte que a tristeza, mesmo com ela te nocauteando todos os dias. [...]
Créditos: Blog Invisible Monster por Débora Cechetto

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