Queridos visitantes

quinta-feira, 30 de março de 2017

''Não há maior perda de tempo do que discutir com uma pessoa sem caráter. Centradas em seus próprios umbigos e excelentes na arte da encenação, maqueiam o cinismo com o véu da bondade. O único objetivo destas, é ganhar o que quer seja e ver no rosto do outro um degrau para si próprio. Mas não há como perpetuar o mal caratismo por muito tempo, encarar a si mesmo já é o maior dos pesares para esse tipo de gente.'' (Kamylla Rodrigues)
''Depois de muitas quedas, eu descobri que às vezes, quando tudo dá errado acontecem coisas maravilhosas que jamais aconteceriam se tudo tivesse dado certo. Eu percebi que quando eu me amei de verdade pude compreender que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Então pela primeira vez pude relaxar, pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra a minha verdade. Parei de desejar que minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo que acontece contribui para o meu crescimento. Comecei a perceber como é ofensivo tentar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado, inclusive eu mesma. Comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável: pessoas, tarefas, crenças e qualquer coisa que me pusesse pra baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo, mas eu sei que é amor próprio. Hoje faço o que acho certo e no meu próprio ritmo. Desisti de querer ter sempre razão e com isso erro menos, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro, isso me mantém no presente que é onde a vida acontece. Descobri que na vida a gente tem mais é que se jogar, porque os tombos são inevitáveis e a hora que a gente levanta ninguém segura. Percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar, mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande aliada, também percebi que sem carinho, sem afeto, sem verdadeiros amigos, sem amor a vida é vazia e se torna amarga. Então, hoje eu só tenho encontro marcado com aquilo que me interessa.'' (Mário Quintana)


‘’Olha, evite arrastar um relacionamento moribundo. Sempre é melhor reagir, partir pra outro do que arrastar, arrastar.’’

Caio F. Abreu
"Tudo passa, meu filho. O que é bom e o que é ruim. São as frases da vida." Ao errar a palavra acertou o coração da verdade.

(Pe. Fábio de Melo)
‘’A maneira mais eficaz de privar uma pessoa de amadurecer é cercando-a de bajuladores.’’ [Pe. Fábio de Melo]

Qualquer esquecer é temporário...

Qualquer esquecer é temporário. Você pode esquecer as chaves do carro, esquecer de pagar uma conta, esquecer de buscar seu irmão no colégio. Mas uma hora ou outra, você vai acabar lembrando que esqueceu. Vai dar por falta, vai voltar pra buscar. Por isso, eu acredito que esquecer alguém talvez não seja possível, isso nunca vai acontecer. Você pode esquecer durante uma conversa, ou enquanto faz uma prova, você pode esquecer quando estiver beijando outra pessoa... Mas depois, minutos, horas, anos depois, alguma coisa vai te fazer lembrar. A vontade pode diminuir, as piadas que antes pareciam engraçadas, podem não ser mais. A saudade pode desaparecer como se nunca tivesse existido. Esquecer? Aí não dá, não pode se esquecer o que se conheceu, já sentiu, ou gostou. Entende o que quero dizer? Todo esquecer é temporário, ele só dura até se lembrar outra vez.
De alguma maneira eu sinto muito por isso. Mas pela primeira vez estou conseguindo não se importar tanto. Sinto que estou conseguindo não precisar tanto de tanta coisa, de tanta gente. Olho pra trás e vejo o quanto fui ingênua, foram tantos momentos de merda, tantos momentos de solidão. Aquele medo besta de ficar sozinha, de ter ou não amigos. Todo aquele esforço tentando agradar e sempre acertar. Toda aquela saliva, perdida falando o quanto eu gostava e que sempre estaria ali do lado pra qualquer coisa. E quando eu mais precisei nem de palavras me serviram. Confesso que essas idas e vindas de pessoas novas e velhas ás vezes mexem comigo, mas daí mim dou conta que é só um universo paralelo, e vai ser sempre assim, porque pessoas são pessoas, e elas têm seus extintos, como eu - que demorei mais aprendi. Aprendi a ser melhor pra mim, por mim. Aprendi que não vale como também não é justo estar infeliz tentando preservar a felicidade dos outros. Não. Eu não sinto tanto por você, por eles, ou por quem for que seja. Sinto só por mim, por todo o meu tempo que foi perdido. Por cada momento que considerei como único, mas que jogaram fora como algo insignificante. Não sinto amor, tão pouco ódio, quem sou eu pra sentir ódio de alguém. A verdade é que não sinto nada. E é por não sentir nada que hoje me sinto melhor que ontem, pois passei muito tempo cuidando da vida dos outros, do amor dos outros, de toda aquela merda, que eu fazia achando que estava fazendo a coisa certa, quando o que estava fazendo era limpando todo terreno dos outros e jogando tudo no meu buraco. E honestamente? Eu AGRADEÇO todos os dias por terem me considerado tanto assim, por terem se esforçado tanto pra me mostrar que não são nada além de nada, pelo menos hoje pra mim são consideradas assim e agora posso dizer: Eu não me importo com nada além de mim mesma. Por que nada mais é tão importante quanto eu mesma.

[Paloma Almeida]

Titanic - 1997

segunda-feira, 20 de março de 2017



Atração Mortal (1988)

AMAR É GRITAR COM GESTOS por MURILO LEAL

Amar não é como na publicidade que tem como objetivo apenas aparecer. Não adianta nada um pedido de casamento em horário nobre, ter declarações de carinho em outdoors na avenida principal, se o amor não é provado todos os dias nas coisas simples. Nenhuma carta gigante romântica pode substituir um: “Calma, vai ficar tudo bem, estou aqui contigo.” Nenhum buquê de flor está aos pés de uma visita inesperada na porta de casa. Nenhuma serenata pode sobrepor-se a um abraço quando ela está com frio. Estar em um amor é se preocupar com os pequenos problemas do outro, é aprender a se doar sempre que precisar, é procurar entender o universo do outro, é escutar quando preciso e falar quando necessário. É ser abrigo na hora do susto, companhia na hora da angústia, lugar confortável na hora de segredar, um alicerce quando sofre atentado. O amor mora justamente nos detalhes. Amar é pedir a Deus que cuide dele quando saí cedo para trabalhar, é cantar desafinado a música predileta dela, é acertar o ponto que ele gosta da carne só para vê-la sorrir, é jogar papo fora na sacada, assistir um filme mesmo sem vontade apenas para continuar abraçadinho, é segurar na mão com orgulho, é fazer questão dos amigos dele, é acordar com Whatsapp cheio de mensagem dela. Amar é se importar e demonstrar. O amor reside exatamente nas minúcias. É não deixar um discussão ir longe demais, é fazer careta e ver o outro segurar para não rir, é encontrar o rosto no ombro, é por o cabelo atrás da orelha, beijar a testa no meio da crise de choro, segurar no queixo antes do beijo, é tapar os olhos e esperar ele advinham, ir para um parque sem combinar antes, é ouvir o batimento acelerar com a cabeça no peito. O amor habita pontualmente nas sutilezas. É rir da sujeito que o outro faz enquanto come um hambúrguer, é juntar as economias e ir tomar um sorvete, é pelo menos tentar falar menos de si, é não fazer a menor ideia de porque está onde está mas se divertir, é fazer de tudo para nunca perder o outro. É não se importar com a gasolina e sim com a oportunidade de se encontrar, é ficar e, às vezes, também ir. Saber sobre amar alguém nos ajuda a perceber o mundo de maneira bem diferente, mas melhor mesmo é saber que o amor foi feito para ser percebido sem rodapés, identificado sem esconderijos, experimentado sem reservas. O amor é um grito que não é feito pela boca apenas, mas principalmente pelos gestos. O amor é construído bem devagar, mas quando se torna um edifício alto, nem o tempo pode fragiliza-lo. O amor apenas fica e sua voz ecoa com atitudes. Amar é gritar com gestos.

Britney Spears (2004)

Titanic (1997)

quarta-feira, 8 de março de 2017

''Esse dia é de comemoração e luta! Não é parabéns por ser mulher. É um dia para refletir o nosso lugar, reconhecer a desigualdade que estamos, a violência que sofremos e comemorar o que já conquistamos. Obrigada a todas as mulheres que começaram essa luta, as mulheres que abriram caminho, as mulheres que me criaram, que foram exemplo. Hoje eu quero pedir que nós mulheres nos apoiemos, quero homens do nosso lado nessa luta, reconhecendo o tanto que ainda devemos percorrer para um mundo com direitos iguais para todos, criando as nossas meninas e meninos com um pensamento de igualdade e amoroso. Vamos construir um mundo mais justo'' ❤ #seguealuta #diadamulher via Instagram @leandraleal

sábado, 4 de março de 2017

''Eu não sei se você se recorda do seu primeiro caderno. Eu me recordo do meu. Com ele eu aprendi muita coisa. Foi nele que descobri que a experiência dos erros, ela é tão importante quanto à experiência dos acertos. Porque vistos de um jeito certo, os erros, eles nos preparam para nossas vitórias e conquistas futuras. Porque não há aprendizado na vida que não passe pela experiência dos erros. Caderno é uma metáfora da vida, quando erros cometidos eram demais eu me recordo que nossa professora nos sugeria que a gente virasse a página. Era um jeito interessante de descobrir a graça que há nos recomeços. Ao virar a página, os erros cometidos deixavam de nos incomodar e a partir deles a gente seguia um pouco mais crescido. O caderno nos ensina que erros não precisam ser fontes de castigos. Erros podem ser fontes de virtudes. Na vida é a mesma coisa. O erro tem que esta a serviço do aprendizado. Nenhum tem que ser fonte de culpas, de vergonhas. Nenhum ser humano pode ser verdadeiramente grande sem que seja capaz de reconhecer os erros que cometeu na vida. Uma coisa é a gente se arrepender do que fez. Outra coisa é a gente se sentir culpado. Culpas nos paralisam, arrependimentos não. Eles nos lançam pra frente, nos ajuda a corrigir os erros cometidos. Tê-los a semelhante a um caderno eles nos permite os erros pra que a gente aprenda pra fazer do jeito certo. Você tem errado muito? Não importa aceite de Deus esta nova pagina de vida que tem nome de hoje. Recorde-se das lições do seu primeiro caderno. Quando os erros são demais vire a página.'' (Pe. Fábio de Melo)



quinta-feira, 2 de março de 2017

A Grama do Vizinho, de Martha Medeiros

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Há no ar certo queixume sem razões muito claras. Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso? Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: “Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento”. Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho. As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”. Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades – reais e inventadas – fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas, tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.