Queridos visitantes

sábado, 29 de abril de 2017


Existem amores que não podem ser vividos, que só podem ser lembrados.

Jade: Ficou uma lembrança, ficou, ficou uma lembrança muito bonita. Eu era tão garota, Latifa, tão sonhadora. É engraçado como, como o tempo distancia tanto as coisas né? Hoje eu fico lembrando do romance da gente. Eu fico, eu fico pensando em todas as loucuras que a gente viveu, em tudo que a gente fez e parece que nada daquilo aconteceu comigo, sabe? Você também não sente assim?
Latifa: Quando eu lembro de quando eu me casei com o Mohamed? Não. Era eu mesma. Igualzinha eu sou hoje. Nada mudou.
Jade: É porque a sua vida não mudou, Latifa. Sua vida não teve uma descontinuidade. É porque você sempre foi muito feliz.
Latifa: Mesmo com a sua família, com a sua filha, o seu marido que te ama tanto, que te dá tantas coisas, você não é feliz, Jade?
Jade: Eu acho que eu sonhei demais. Foi, eu sonhei demais. Eu, eu sempre imaginei que, que as pessoas podiam ser felizes na vida como elas são felizes nos romances, nos filmes. Agora não. Hoje eu sei que existem amores que não podem ser vividos, que só podem ser lembrados.

(Novela O Clone)


quinta-feira, 27 de abril de 2017



Talvez você se sinta sozinho porque ainda não se encontrou...

Desde criança somos cobertos de expectativas sobre quem iremos ser quando crescer, sobre gostos, atitudes, características e mais uma porção de coisinhas. Na adolescência tudo fica ainda mais confuso e não fazemos ideia de quem somos. Tudo se encontra tão perdido, parece que o caos nunca vai ter fim. Aos poucos, vamos nos construindo e criando uma identidade nossa, mas sempre nos deparamos com algo conflituoso. Mas, em alguns momentos, gastamos todas nossas forças pelo outro para agradar, conhecer, se achegar e nos esquecemos de nós mesmos. Precisamos nos desvendar todos os dias, pelo menos um pouquinho de cada vez, pois sempre há uma nova descoberta. Precisamos tirar tempo para nós e debatermos sobre nossas fraquezas, medos, sonhos e virtudes também. Às vezes, nos tornamos tão dependente da companhia do outro, que nos esquecemos de cultivar a nossa própria companhia. Estar rodeado de amigos é muito bom, mas precisamos saber lidar com nossa própria presença nos momentos em que ficamos só. Quando aprendemos isso, estar só deixa de ser sinônimo de solidão.

Instagram @annedisse

terça-feira, 25 de abril de 2017


Sobre ser mãe...

Falam-se das noites mal dormidas. Do bico do peito que racha. Das cólicas no começo da noite. Do leite que desce "rasgando" - e você sente. Falam também do curto tempo no banho. Do sono que fica mais leve. Contam das dores do parto - seja normal, seja cesárea. Não mentem quando dizem que é o maior amor mundo. Não falam do emocional. Do peso da responsabilidade de ser mãe da noite pro dia. E você lembra disso tudo depois desse sorriso?

Instagram @bernardesgabi

Aviso: sou contra indicado em casos de suspeita de amores rasos.

Pare de agir como se tudo estivesse bem, quando não está: É perfeitamente normal desmoronar por um breve período. Você nem sempre precisa fingir que é o mais forte, nem constantemente tentar provar que tudo está indo bem. Você tampouco deveria se preocupar com o que os outros pensam – chore se precisar – é saudável colocar suas lágrimas para fora. Quanto mais cedo você o fizer, mais cedo você estará apto a sorrir genuinamente de novo...

domingo, 23 de abril de 2017

"E eu tava no meio da comida quando me dei conta que tinha começado a chorar e a repetir meio dementemente “tudo-faz-tanto-tempo-tudo-faz-tanto-tempo”, talvez em parte um efeito colateral da matéria enorme sobre o Tropicalismo que li ontem em parte uma sensação presente, cada vez mais, e mais constante, de qualquer coisa como estar-ficando-velho, ou já ter atrás de mim uma história dessas com agá mesmo. E uma solidão muito grande. E uma sede. E uma vontade de ir embora, obsessiva, esgotante. E uma falta de coragem. E um desgosto com a cidade semi-destruída, com as pessoas esvaziadas e semi-destruídas também (e eu nem sequer me excluo disso). Me olho no espelho e vejo uma cara endurecendo dia a dia, uma falta de espanto nos olhos. Não faço nada. Um dia engendra o outro, sem alegria, desde que voltei. E quando andei por aí parecia tudo tão novo, me veio outra vez uma curiosidade pelo mundo, um carinho pelas pessoas, uma vontade de continuar vivo, de lutar, de seguir. As águas estagnadas de escorpião deste porto parecem fazer dueto com o zero grau do meu escorpião ascendente. Meu deus (há poucos dias fiz uma grande descoberta: deus está na clínica), quanta queixa sem ponto de exclamação. Por isso também tava evitando escrever, porque sabia que a torneira ia abrir e jorrar água barrenta."

Caio f. Abreu

sábado, 22 de abril de 2017

22, abril, 2017 [Viver cada momento de forma íntegra, mas sem apego]

Bom dia! 6:26 a.m.

''Prova concreta da Impermanência. Viver cada momento de forma íntegra, mas sem apego, torna tudo muito mais leve". Bela reflexão! A li em uma página de Instagram e achei legal postar aqui. Entender e conviver com a impermanência, aproveitando os momentos de maneira íntegra e sem apego é um trabalho diário (a cada minuto), mas capaz de transformar trajetórias de vida. Desapegos: desafios para uma vida toda.

Como pode ser mágica e bela a passagem do tempo!


Vanessa V. de Lima Ramos.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O que é uma pessoa dissimulada?

Hoje vamos abordar e escrever sobre uma categoria de pessoas especiais (e põe especial nisso). Mas não é simplesmente qualquer tipo de ser humano. São denominados os famosos dissimulados, ou seja, aqueles que se fazem de bobos para se dar bem com os outros e sempre em busca de levar vantagem em alguma situação. Pessoas que para se darem bem fingem que não tem opinião própria (porque escondem), são muitas vezes poucos corajosos (na verdade são é covardes mesmo) e acham o máximo se dar bem em cima de outras pessoas.

Definição de uma pessoa dissimulada:
adj. e s.m. Que ou aquele que tem o hábito de dissimular; enganador; hipócrita.
Que é feito com dissimulação: sorriso dissimulado.

Na verdade, uma pessoa que gosta de enganar as outras se fazendo de desentendida. Se passando por coitada e muitas vezes sofredora e gente boa. Sempre que é inquerida sobre qualquer assunto concorda com tudo e nunca mostra realmente o que pensa de verdade, e para se saírem bem, não medem esforços para conseguir o que realmente almeja, ainda que, em muitas vezes prejudique alguém, pouco importando com os sentimentos de outras pessoas ao seu redor. Quando em perigo, ou pressionada por uma situação, não tem coragem de assumir posição sobre o que pensa e sobre suas atitudes, desconversa e tenta sempre ser o bonzinho, nunca mostra-se o que realmente é e o que pensa de verdade. É o famoso EM CIMA DO MURO. Ele tem a necessidade e tem como meta agradar a todos. Na verdade em sua cabeça, não pode ficar mal com ninguém, e para isso ele se anula, ou finge de coitado (somente na hora), por que passado a situação em que estava, age completamente diferente do que quando estava pressionado, aí mostrando toda sua personalidade. Este tipo de pessoa em resumo é tida como: Uma pessoa geralmente fingida, que se faz de boba para viver, que vive na penumbra, muitas das vezes tomando conta da vida dos outros e articulando situações para jogar um contra o outro em seu ambiente de trabalho e até em sua própria casa, e o mais grave de tudo é que se passa e posa de inocente na história, fingindo que nada fez e não sabe de nada sobre o ocorrido. Tenho a opinião que mesmo aparentando intenções de proteger, orientar, conversar, ser amigo das pessoas, o dissimulado é frio, calculista e falso, caracterizando mais ainda um estilo fortemente manipulador. Essa característica fica evidenciada em suas atitudes e somente está bem quando consegue manipular a todos. Apesar de reconhecer que está manipulando seu entorno social, tenta convencer aos outros de que suas intenções são boas e que suas atitudes são, no mínimo, bem intencionadas. Percebi também que quando as pessoas com esse tipo de características são pressionadas ou confrontadas, sentem-se muito encabulados e suas reações oscilam entre a explosão agressiva e vingança calculista. A bondade e afabilidade dos dissimulados é superficial, estando sempre predispostos a depreciarem a qualquer um que represente alguma ameaça à sua hegemonia, chegando mesmo a perderem o controle e explodirem em cólera. Você conhece alguém assim? Eu convivo todos os dias… Todos nós convivemos com esse tipo de gente. É uma pessoa que está ao seu lado todos os dias, seja no trabalho ou em sua própria casa. Reconhecer e identificar o dissimulado muitas vezes não é tarefa fácil. Geralmente com suas atitudes e ações vamos percebendo seu comportamento e vamos identificando alguma coisa que não bate com o que aquela pessoa quer passar. Quanto mais vamos observando, nota-se que esta pessoa premedita suas atitudes e ações, usa de mentiras e se passa por uma pessoa que não é. Na realidade, por mais que se pareça uma pessoa confiável, joga com os sentimentos das pessoas, toma atitudes que prejudicam e magoam outras pessoas, tudo isso por se achar melhor e superior aos outros. De tudo isso escrito acima simplesmente acho que estas pessoas não passam de criaturas sem caráter e honestidade, covardes e sem palavras, que mentem e não dão valor aos outros. Fingem-se de bonzinhos e na verdade não querem é ficar mal com ninguém, por isso fica em cima do muro e nunca tomam posição sobre qualquer assunto que possa lhe prejudicar. Pessoas que se acham muito superiores e na verdade são é umas frustradas e incompetente em suas vidas e atribuições.

Por Marcelo Martins.



Britney Spears, 2001-2002.

Capa do single ''Oops!... I Did It Again'', 2000.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Esponjas Emocionais

Tenho a impressão que esse ano começou bem e em algum momento começou a escorregar pelas minhas mãos. Eu até tentei segurar ele pra impedir que desmoronasse mas foi um deslizamento muito forte pra mim eu acho. Todos os dias eu tento focar a minha mente nas coisas positivas então posso falar que consegui salvar algumas partes desse emaranhado de coisa ruim. Eu não sou o tipo de pessoa que culpa o ano pelas coisas e sei que a culpa é provavelmente minha. Apesar de ter sido claramente um ano esquisito pra todo mundo. Geralmente eu me fortaleço de um lado e enfraqueço de outro. Meu objetivo na vida é achar um equilíbrio. Eu comentei esses dias que queria me recuperar das coisas como me recupero de uma refeição. Quando eu como até não conseguir nem me mover e penso que nunca mais vou comer de novo e depois de 1 hora estou com fome e pronta pra comer mais. Eu me desgasto muito com as coisas. Às vezes converso com alguém pela manhã e levo um dia inteiro pra me recuperar daquilo. Não importa se a pessoa falou algo sobre mim ou se falou algo dela mesma. Eu tenho que fazer um esforço enorme pra lidar com meus próprios pensamentos e emoções sem entrar em colapso e mesmo assim vivo à beira da loucura. Eu não sei fazer nada de maneira superficial. Minha cabeça entra fundo em tudo e absorve como se tivesse vindo de mim, mesmo quando não veio e não tem nada a ver comigo. Se eu vejo alguma tragédia eu fico arrasada por tempo indeterminado como se tivesse acontecido com alguém próximo a mim. Chego até a ficar doente às vezes. Quando você é uma esponja emocional o que você sente pode ser seu, de outra pessoa ou uma associação. Começa a ficar tudo muito confuso e fora de controle. Quando a pessoa não aprende a centrar, fundamentar e controlar as emoções ela acaba virando uma escrava delas porque não consegue se abster de sentir toda a infelicidade sentida pelo homem (e por aliens). E pela natureza. Mas você não precisa sentir todas essas coisas o tempo todo. Quando todas essas emoções estão controladas e se tem domínio sobre elas, essa empatia excessiva deixa de ser um fardo e deixa de te sobrecarregar. Obviamente eu ainda não cheguei nesse estágio. Uma esponja emocional tem uma sensibilidade enorme em relacionamentos amorosos que pode ser esmagadora e prejudicial por não saber dosar direito as coisas. Eu já falei muito sobre vampiros psíquicos que são pessoas que não querem ver a outra muito bem e sugam tudo de bom e qualquer vestígio de felicidade e energia boa dela. Esponjas emocionais são as que mais sofrem nas mãos dos vampiros psíquicos e são o contrário deles. Ao entrar em contato com coisas positivas o corpo assimila e prospera mas infelizmente não tem como absorver só tudo que é belo. O que predomina acaba sendo o que é negativo e te deixa devastado. Ansiedade crônica, depressão e stress são coisas que podem te transformar em uma esponja emocional porque esgotam todas suas defesas. Você começa a absorver para si todas as dores dos outros parecidas com as suas. É aquele ditado: “Suas paranoias parecem um pouco com as minhas”. Eu sempre brinco que sou uma pessoa “sumida” porque eu realmente sumo. É muito difícil ser meu amigo porque eu tenho extrema dificuldade em manter contato com os outros. Isso não quer dizer que eu não me importe. Essas coisas que todo mundo fala “quem se importa vai atrás”, “quem tem saudade procura”, e por aí vai, não se aplicam a mim. As pessoas se importam de maneiras diferentes com as outras. Eu posso passar muito tempo sem ver e sem conversar com alguém que não vai mudar nada. Jamais viraria as costas ou deixaria de responder quem precisa da minha ajuda. Mas eu não sou uma pessoa presente. Eu já me conformei e aprendi na vida que por conta disso não vou ter quase ninguém por perto. Pelo menos eu sei que quem permanece comigo realmente gosta de mim. Eu preciso muito do meu espaço. Parece ficção mas se eu vou em um lugar cheio às vezes eu preciso de um mês pra me recompor e fazer aquilo de novo. As pessoas aos poucos cansam de te chamar pra fazer as coisas. Aos poucos vão desistindo de ti. Mas não tem como sacrificar a tua sanidade mental pra ter mais pessoas ao teu redor. Pessoas que não te compreendem. Eu não acredito em resoluções de ano novo mas eu sei que mais um ano desses eu não aguento. Minha meta pessoal além de cuidar cada vez mais da minha saúde é tentar me manter centrada nesse mundo tóxico e emocionalmente sobrecarregado.

(Blog Invisible Monster)

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Titanic, 1997.

Está tudo bem não estar bem. Tá tudo bem ficar triste de vez enquanto. Tá tudo bem se afastar quando necessário. A tristeza não é o fim dos tempos, é o começo deles. PERMITA-SE SER VULNERÁVEL. Eu gosto de pessoas que enfrentam seus monstros, medos e batem no peito: EU NÃO TÔ FELIZ AGORA, MAS TÁ TUDO BEM. Chora. Eu fica com raiva. Mas tá tudo bem. É uma fase. Não gosto de quem quer mostrar ao mundo que está sempre bem quando dentro de si tudo está desmoronando. A graça da vida é partilhar. Partilhe sua vulnerabilidade. E acolha alguém triste no dia de hoje. E sempre vai estar tudo bem.


Me questiono várias vezes se estou no caminho correto, se estou cumprindo com o que deveria, se não deveria estar em um outro lugar que não aqui. Mas sabe, você está onde deveria estar. Não há nenhum outro lugar no mundo que te pertença que não o que você se faz presente. Se você está aqui, é por uma razão. Aproveite o presente. CONFIE!

domingo, 9 de abril de 2017

Pearl Jam - 1992

09, abril, 2017 [Baú de lembranças]

São 2:53 da madrugada e eu mais uma vez, acompanhada da insônia. Então comecei a conversar com uma colega no Whatsapp, e quando começamos a falar sobre ''pessoas que marcaram nossa vida'', fui obrigada a tirar você do baú das minhas lembranças. Fostes a primeira que me veio a cabeça. E no player começou a tocar ''Wish you were here'', do Pink Floyd. Até a música combinou com o que sinto por você: muita saudade. Engraçado, logo uma banda de Rock (estilo musical que você não curte muito), mas o que vale é que ela traduziu tudo o que sinto. Até hoje lembro de você, quando vejo alguém sendo gentil, alguém sorrindo, alguém agindo de uma maneira fantástica, alguém tão lindo por fora e por dentro. Me custou muito abrir mão de uma pessoa assim. Muito mesmo. Mas prefiro recolocar você no meu ''baú de lembranças'' e seguir em frente. 

Mas fica a saudade.

domingo, 2 de abril de 2017

''A autenticidade soará sempre ofensiva aos que se adaptaram ao remanso da hipocrisia.'' [Padre Fábio de Melo]

‘’Alguns cansaços nos alegram, outros só nos cansam. Só o tempo nos ensina a diferença.’’

[Pe. Fábio de Melo]
''Estou mais cansado que palhaço de festa infantil, após término de comemoração do aniversário de trigêmeos.'' (Pe.  Fábio de Melo)
“Há pessoas tão pobres que só têm dinheiro. Há pessoas tão incultas que só têm cultura acadêmica.” [Augusto Cury]

[Escrita em algum dia de 2010]

Minha mãe diz que eu tenho cara de bicho e viro um leão quando mexem no meu calo, que tenho garras e que sei arranhar. Sou bem serena e calma. Mas eu também sou brava e não faço pose quando uma coisa me incomoda. Me acho bem transparente. Se eu fico brava, eu fico brava mesmo, nunca é pela metade. Não tenho muito filtro na hora de falar. Posso pensar se vou dar uma resposta ou não. Não fico medindo as palavras antes de responder às perguntas. Não me acho impulsiva, mas me considero muito espontânea e às vezes me arrependo. Sou exatamente isso que estou te falando, que eu estou pensando e o que eu estou demonstrando.

Por Vanessa Lima Ramos. (escrita em 2010)