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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Meus picos de auto confiança raramente ultrapassaram mais de duas semanas. Raras foram as vezes em que me senti satisfeita. Realmente satisfeita com que vejo. Olhar-se por dentro. Esqueça aquela ideia do espelho. O que mais incomoda vem de dentro. Fora é o reflexo. Se por dentro a casa está uma bagunça, meu caro, por fora ela parecerá em chamas. E eu estou em chamas. Em meio à um caos. Não sei se corro para apagar o incêndio. Não sei se tento salvar o resto do que sobrou. Não sei se compro uma casa nova. Conheço os novos vizinhos. Planto flores no jardim. Asso um bolo e chamo os velhos amigos para conhecer quem sou agora. Contar sobre meus planos de viajar por aí. Sobre o livro que quero escrever com contos pelos cantos que passei. Quem quiser fica, quem não quiser, a porta sempre estará aberta. Quero ser assim, essa mudança constante. Uma eterna itinerante, neste mundão sem fim. (Ana Rusycki)

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